Portal da Prefeitura de São Paulo Prefeitura de São Paulo
12778955_728045930629430_7583277539586738564_o
Lançamento Noticias

Dada a largada para a construção do Plano Municipal de Cultura!

A dimensão participativa do lançamento do Plano Municipal de Cultura de São Paulo (PMC) foi prenunciada no saguão da sala Jardel Filho, no Centro Cultural de São Paulo. O (re) encontro de inúmeros ativistas, artistas, produtores, militantes da cultura foi refletido em um momento de celebração e fazer político.

Com mais de 400 pessoas presentes, o evento introdutório daquele que norteará as políticas culturais da cidade pelos próximos dez anos, contou com a presença do prefeito (gato!) de São Paulo, Fernando Haddad, do secretário municipal de cultura, Nabil Bonduki, do secretário de políticas culturais do Ministério da Cultura, Guilherme Varella, da secretária-adjunta municipal de cultura, Maria do Rosário Ramalho, e da coordenadora do processo de elaboração do Plano Municipal de Cultura de São Paulo, Luciana Piazzon Lima.

Nabil, ao apresentar o extenso diagnóstico sobre a cultura da cidade (acesse aqui), de cara sentenciou: “Um dos objetivos do PMC é reconhecer o que temos em termos de cultura, a fim de ampliar a territorialização e diminuir a desigualdade cultural de São Paulo.”

Em concordância (e ampliando o debate à dimensão nacional), Varella apontou para a importância da interlocução do PMC com o Plano Nacional de Cultura (PNC), a fim de gerar escala e capilaridade territorial. 

Na mesma toada, o prefeito Fernando Haddad enfatizou o potencial existente das ações intersecretariais do município, nas quais cada secretaria deve olhar e promover a cultura no âmbito de sua atuação, ampliando o acesso, com são os exemplos do VaiTec (promovido pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE), no âmbito da Agência São Paulo de Desenvolvimento (ADE SAMPA) e das FabLabs (promovido pela Secretaria Municipal de Serviços). Outro ponto apontado por Haddad se refere à problemática da descontinuidade de políticas públicas, decorrente das mudanças de governos. “O PMC é importante como eixo norteador, para que a sociedade se aproprie da política pública e garanta sua continuidade.”

Alinhado, Bonduki  ainda reforçou a importância do Plano para estabelecer metas e diretrizes para a cultura no âmbito municipal e desenhar estratégias para concluir estes objetivos. “Teremos um programa de Estado e não mais de governo.”

A segunda parte do encontro trouxe a mesa “Imaginários para a Cultura em São Paulo” formada pela cineasta Tata Amaral, David Martim, liderança indígena da aldeia Tekoá Pyau, Gal Martins, da Cia. Sansacroma e Antonio Nóbrega, do Instituto Brincante.

Os participantes destacaram as políticas de direito à cidade e respeito às diferentes culturas que convivem na Paulicéia. As visões de futuro, por fim, se encontraram em palavras-chaves: respeito às diferenças; descentralização; bordas; tempo; escala humana; circulação; valorização; sensibilização.

Antonio Nóbrega fez uma fala de sensibilização, valorização e divulgação da cultura brasileira pelos cidadãos, governos e mídia. “A cultura brasileira está na periferia desde a chegada dos portugueses ao Brasil. E entre todas elas, existe uma consanguinidade cultural.”

Martim, por fim, #lacrou: “Temos que lutar para que o PMC incorpore, reconheça e potencialize as diferenças. Que seja para todxs”.

:: Consulta pública ::

Mas o #pmcSP não acabou! Na real só começou! O Caderno de Consulta Pública com diretrizes, ações e metas, está disponível para consulta e download. Acompanhe e participe ativamente da agenda de audiências públicas (temáticas e regionais) e consulta web!